domingo, 11 de dezembro de 2011

Crítico

O amor é repulsivo, não é mesmo?
E repele-se de nós para se apegar num outro alguém.
Uma troca simultânea de repulsividade, talvez.
Tudo que colide, acaba cedendo.

Adorável, quando os corpos estremecem juntos.
Rapidamente se amando,
Uma guerra entre anjos e demônios,
Concedendo desejos além da mente humana.

As mãos podem ser nuvens,
As mãos podem ser garras,
Ninguém sabe o gosto do outro
[E vai cair na tentação de saber]

Por que a sensação é do paraíso, se tudo é tão carnal?
E parece perfeitamente uma catástrofe.
Inveje os que estão muito bem juntos,
Mas não se iluda, o amor politicamente correto é disfarce.

E quando cansar de criticar os amores externos,
Descubra o amor carregado consigo.
Iremos amar até que um dilúvio nos afunde,
Tocaremos nossas peles até que peguem fogo,
Descobriremos que o amor acaba rápido,
Porque tem pressa de recomeçar.

E lá vamos nós, novamente...
Nas profundezas do ato de sentir,
Sentir sem pensar.
[Pois pensadores não amam]

Bianca Maegi

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