quarta-feira, 6 de abril de 2011

Reflexo I

Não, não amo. Todos querem saber por quê.
Mas eu não, não posso. Vivo por outro querer,
Em ser um ideal que ninguém atingiu [ Nunca vai atingir ]
Ainda tenho esperança em algo da crença distante daqui.
Senhores dos altares, julgando-me tão bem e tão mal,
Resvala minha alma do ser carnal.
Depositando dor sem igual no peito todo meu [ Que será de alguém ]

Do altar eu desço, do altar eu me abro.
Dele faço meu livro desajeitado,
Numa história deprimente de gente sem chão.
[Que afundou demais]

Bianca Maegi

terça-feira, 5 de abril de 2011

Conversão

Fui definhando minhas fraquezas sem delas, todavia, abandonar e criando uma aura de não sei o que, fui caminhando por lá. No corredor sem fim, alguma luz buscar, algum ser por fim, resgatar.
Acanhando o sentido oculto em querer ser o que não pode ser, vivendo em absoluto dever.
[ Não chorando, apenas seguindo ]
Numa esperança de salvação, a crença irrevogável. Alma reencarnada, alma querendo reencarnação.
Os filhos que provém de mim, serão tão complexos quanto eu, espero deles aprender muito, mesmo que logo eu, lhes ensine pouco. Ainda sendo fria e incalculável, amor por eles prometo oferecer.
[ De arte espero deles cuidar ]

Logo eu, sempre eu, alguém aí acolhe? Pois caminho no horizonte, desprezado pelo povo maior. Não juro sorrisos por me conhecer. [ Quase pouco conhecer ]
Complexidão me envolve, é preciso querer ver. E aprender de pouco em pouco, pois toda pressa me incomoda. E antes que sinta meu abandono, perceberá que nunca irei embora.
[ Nasci para deixar rastros, sinta-se feliz por arrastá-lo em meu sentimento ]

Bianca Maegi