segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

It's Always Better... When We're Together.

O que importa?
Calendários rasgaram, no lixo se foram.
[ Ainda assim, o que importa? ]
No tempo perdemos o juízo de ficar no lugar,
Nossa diversão era fugir do padrão.

Proximidade é esdrúxula...
[ Nem distância nos afastou ]
Pois somos os perdedores mais felizes do mundo.
Que perderam-se no carinho que sentem um pelo outro.
[ Chega ao patético ]

Se não agrada o resto... O que importa?

Fomos tudo e mais um pouco.
Quando falta título, somos o subtítulo.
Parte foi engraçada, parte foi magoada.
Momentos vêm e vão...

Perdemos, vencemos, choramos e gargalhamos.
Cada segundo foram 365 dias e ainda assim foi muito pouco.
Porque não acaba... O nosso tempo nunca acaba.

É como dizem por aí: "Para sempre"

Eu costumo acreditar no poder das palavras, se os outros não acreditam...

[ O que importa? ]


Bianca Maegi

Dotados

Os anjos podem abraçar os demônios e curar todo perdão renegado.
Os demônios lhe carregam pelos braços com jeito de retardados.
Pois cada um por algo foi capacitado.
Sendo anjos salvadores e demônios o prelúdio do fim dos tempos.
[ Ainda assim abraçados ]

Como os homens beijam moças,
Que chocam as faces com outras moças.
Entendendo o incompreenssível,
Sendo boas e tolas.
[ Traidores? ]

Cada homem burro foi para feliz no mundo aprender.
Capacitando seu ser com algo para crer.
Desvairando as estações,
Perdendo-se em sonhos.
Sendo homens e somente.
[ Justamente diferentes ]

Por uma causa tão igual...

Cada moça foi dama, foi luxúria, caiu na lama.
Cada dama virou moça, fazendo arte com suas curvas.
[ Fazendo escândalo ]

Num mundo de perdedores, ergue-me um Deus.
Que me traz as moças e os homens,
Me inspiram por natureza.
[ Mas não me iludem ]

Ele me capacitou o verso.
E do verso fico perto, da beira da ponte quebrada.
Salvando os anjos, antes que encontrem os demônios,
E levando as moças para a casa, afastando-lhes dos homens.
Sendo suficiente num curto espaço de tempo,
Sendo poeta e carteiro, dos versos de valor.

[ Meu poder é mudar tudo, antes que fique péssimo. ]

Minha borracha é meu escudo, meu verso?
[ Minha capacidade ]


Bianca Maegi

Wake Up

Pelos versos se perdeu, pelo amor por si morreu,
Uma rosa tão vermelha dos espinhos entorpeceu.
E cruzava a rua 9, procurando o calhe 2.
Nos becos e becos a madrugada lhe engoliu.
[ Foste a rosa, vinha a Dama da Noite ]

Teu perfume bagunçou a neblina que corria pelos pés,
O frio não lhe afetava, teu corpo era das chamas.
[ Mulher, tu entorpece ]

Abraçou o vento, carregou o leito de perambular.
Tu és linda, tu és valsa.
[ És noctâmbula ]

Teu olhar fascina, tua boca canta o sibilar dos deuses.
Teu corpo estava ao léu.
[ Virgem e ninfa ]

O ruivo dos cabelos ardia e iluminava a madrugada do céu.
Como pedaço de papel, foi voar, cobrindo-se de véu.
[ Teu calor, fez do inverno, um verão ]

Voa longe Noctâmbula, perde-se no mundo.
Pelo quarto volte tudo, deixe o sono te levar.
[ De volta ao despertar]

No céu desponta o sol,
E teus cabelos diáfanam embaixo das cobertas.
Esperando o novo anoitecer.
[ Noctâmbular outra vez ]


Bianca Maegi

Santuário

Me pertencem os desejos, as mágoas e anseios.
Os sorrisos, os cabaços, as oportunidades.
Da vida faço tudo, na extensão do nada.
Sou ou fui, pouco importa.
[ Pois tudo me pertence ]

Sentirei toda saudade e apertarei toda fuga.
Viverei na intensidade de buscar a própria busca.
Farei de mim uma lenda, conhecida por um só.
[ Descoberta pelo futuro, no túmulo de pó ]

Neles está o santuário,
Que minha alma cura aos poucos.
Neles está a prova do sentido dos outros,
Curvo-me diante desse povo.
[ Neles são eles, que vivem por aqueles e são meus seres ]

Meu ponto de fuga, minha perspectiva.
Minha luta, minha cena.
[ Venha santuário ]
Acalma o orquidário que espinhos cultivou.

Neles está o santuário.
[ Meu sinal de amizade ]
Neles eu guardo minha espiritualidade.

Todos foram poucos que minha lenda presenciaram.
E ao lado do meu túmulo, eles ficam no relicário.

[ Minha riqueza nunca foi material ]


Bianca Maegi

Calling

Os olhos eram como um celular, ligando para os meus, iniciando a comunicação.
Algo que dizia não, doido para dizer sim... E aproximando pouco a pouco uma distância que penetrava.
[ A ligação não cai ]

E fica gastando meu crédito de boa pessoa,
Arruinando meu método de ser perfeitinha.
Bastava olhar e tudo se ligava,
Na dimensão do céu.
[ Chegando ao universo ]

Num cometa algo chegava, atingindo meu colo com algo mais,
Favorecendo minha doentia de entregar-me.
[ Por algo que não vale a pena ]

E na cosmicidade derreti, até da ilusão acordar.
Foi quando percebi...
[ O celular vou desligar ]

Cai no sono... Desejando acordar sozinha.


Bianca Maegi

Bocas, Bobas, Abestadas

Mãos apertadas, o toque singelo... Momentos únicos. [Numa vida de pedra]
Estendidas na grama, sentindo a brisa.
E a única coisa que ouviam era a respiração mútua.

Suas expressões eram recíprocas,
Rolavam no gramado, brincando de ser criança.
[ Quase adultas ]

Aproveitando o tempo que ali passa lento,
Na terra do nunca onde foram se encontrar.
Desvendando os mistérios que dentro de si guardavam,
Agora riam do passado, sem questionar o futuro.

Bastava estar ali... Sorrindo uma para a outra.
[ Como um dia comum ]


Bianca Maegi

Os Segundos do Dia dos Anos

São todos sonhadores num mundo sem nada, que preenche a vida e concebe o amor.
Somos os tolos e os monstros. Os gostos e abusos.
Sintam o abuso e libertem-se de tudo.
Para serem o que for, o que o destino alarmar,
Calem as bocas que duvidam que todos vamos conquistar.
[ Um querer saber o que]

Brinquem, iludam, sejam quem seja e o que deve ser.
Abracem, machuquem, distorção e luz.
Deixe o tempo que por si conduz.
[ Tirem os relógios, desfaçam o calendário]

Vivam! Sem preocupar-se com o porém.
Se de um tombo machucarem-se, levantem e sejam alguém.
Vivam pelo bem maior que cada um tem,
Mas façam por quem desejou-lhe muito bem.

Esdruxulem por mim e por todos,
Nas noites sejam monstros para amanhecer aos anjos.
Arrependa-se e assuma.
[ Critique sua conduta ]

Que seja, que nada, que desabroche e reviva.
[ Mas não se esqueça, jamais... Desfaça o calendário ]

O tempo é precioso quando esquecemos dele, deixe ir... Ele não volta, sempre está a partir.
[ Vá junto dele ]


Bianca Maegi

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Release the M.

"Release me, release me. Let me be your happiness, your dignity."

Seu paraíso era no olhar [Dos olhos que nunca teve]
De tudo negava enxergar, pois focava em conciliar sua única visão. [Sua irmã perdida nas trevas]
O caminho das nuvens às chamas lhe parecia longo,
Sempre machucava-se na escuridão.
[Sempre punha almas em perdição]

E corria pelo vento, gritando sem jeito pelo nome que perdeu.
Queria ser um em dois,
[Ser dois em três]

Vazia no corpo e pura somente.
Nas trevas abria feixes de luz, luzes que chamavam sua irmã.

Lá vinha o demônio, esfaimado de anjos.
Rindo e cantando, suas trevas queimando.
E o encontro era formidável.
Encontro desvairado.

O toque da irmã lhe queimava, abria-lhe feridas,
E lhe mordia, seduzia, abraçadas na extensão perdida entre preto e branco.
Amavam-se, tentando se odiar.
Machucavam-se, querendo se curar.

E não cansavam de brincar,
De viver ou morrer.
[Pelo orgulho que mantinham]
Se as almas juntar, nada mais existirá além de lembranças...

Preferível que seja assim, que nunca se entendam.
[Apesar de amarem-se]


Bianca Maegi

Ninfetas

Eu vejo corpos enlaçados, desejando se queimar na profundidade do prazer enquanto as almas estão a beijar.
E tudo me foi lindo, tudo me foi certo.
De camarote eu assisto a luxúria de perto.
Sinto as respirações que entre gemidos se sufocam,
Toco as peles lisas ao suor das paredes,
Eu queimo junto deles, tudo me esvai no amor.

Derreto-me nos lábios, grito nas unhas cravadas, o mundo para e assiste nossa sicronia desvairada.
Entrego-lhe o corpo e enclausuro minha alma duplicada
[Perdição de ilusões]

Suspiro indevido, desejo embriagado.
Concebendo ou desfazendo.
[Sendo e apenas sendo]

Ser para sentir e nada mais procurar,
Somente se entregar para estender o vivenciar.
[Minha parte ninfa]

Manifesto da alma, necessidade do amor, podre querer de queimar algo parecido com o inferno. [Burning, burning]

Deixa ser.
[Se amor não tem, que seja pelo prazer]



Bianca Maegi

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Don't release the B.

Das terras onde piso as trevas queimam.
Ardem na pele onde o ego morreu.
[ Mesmo sendo egocêntrico]

Nos céus busco ar e nada sinto além de dor,
Nos mares afoguei meus sonhos no pavor.
Senti, senti. Sangue e sangue,
Correndo pelos vasos abertos e cobertos.
[ Corpo estilhaçado]

Minha imagem vira o esdrúxulo,
Quando da própria carne está esfaimado,
E no fetiche do oculto,
Minha alma vira o caos.
[ Caótico e perturbador]

Eu amo a inutilidade do meu ser.
Sendo pouco e sempre muito,
Preenchendo tudo e quase nada.
[ Sendo para apenas ser]

Ainda rindo e somente rindo.
[ Rindo para crer]

Bianca Maegi

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sopro dos Embaraços

Você não parece estar bem [Eu também não]
Cobrir meu rosto com mentiras nunca foi meu forte. [Mas a verdade se engole]
E você está cansado da minha escuridão,
Mesmo sabendo que não possuo clareza.
Você não se importa. [Importa-se?]
Entenda-me, mesmo que acabe em punição.
Aceita-me, apesar do tempo que leva.
[Não me abandone]

Eu não soube o que fiz. [Todo amanhecer me foi um arrependimento maior]
Mas estou aqui, vencendo o medo.
Pisando em terrenos desconhecidos por minha alma.
[E preciso de um guia]

Esperei meses por libertação,
Posso esperar que seu tempo se esgote.
[Desde que esgote-se]

Ao contrário da ocasião,
É provável que terei noites de punição novamente. [Que talvez supere-se]

E o que assusta não é contar-lhe. Assusta não prever o resultado.

[E de resultados ruins... Eu conheço bem]


Bianca Maegi

sábado, 5 de fevereiro de 2011

[Whisper] - Sussurros

Invadiu a velha casa onde os pais da vítima moravam.
[Estavam mortos, que diferença faria?]

Quem sabe encontraria pistas.
[Quem sabe não descobria onde estava o seu Ninguém]

Revirou tudo.
[Revoltou-se]

E foi batendo os pés com raiva que sentiu o piso fraquejar.
[E o cheiro de mofo daquela casa entorpecer sua respiração]

Forçou a lasca no chão e encontrou um fundo falso.
[Um livro encondido?]

Um diário na verdade... [Supostamente queimado]
O mundo de Marina. [O mundo do seu Ninguém]

Leu, leu, releu...
[Meu Deus]
Será possível que este tempo todo, a vítima que ela procurava na verdade era o suspeito?
[Por que os pais morreram mesmo?]
É claro... Marina os assassinou!

Estava tudo ali... No maldito Diário. [Ela fugiu]
E o fato de não enturmar-se com ninguém em sua infância e adolescência,
Fez de sua fuga um passeio.
[Mulher esperta]

E como a encontraria?
[Suas pegadas foram apagadas]
[Sua sombra não tinha cheiro]
[Não tinha conhecidos]
[Continuava sendo um Ninguém vivo]

Levantou-se do chão mofado,
[Mas o cano deslizou em sua nuca]
Os lábios encostaram em seu ouvido.
[E a voz misteriosa sussurrou]

"Aprenda a não perseguir as pegadas. Deixe que os outros lhe sigam. Mas não esqueça de ficar alerta. Ou então..."

[Disparou o gatilho]

"Você morre"

Teresa Lima - 10/02/1977 até 05/02/2011

[Investigue as causas com os anjos]

Marina Gauchinni - Desaparecida desde 17/05/2002. Culpada por assassinar os pais e a detetive encarregada por sua busca.

Bianca Maegi

[Whisper] - Dias de Cão

Ela estava lhe insuportando.
Será possível alguém não ter amigos ou conhecidos?
[E por que os pais estavam mortos?]

Nada favorecia sua busca.
[Era como caçar cinzas pela atmosfera]

E cada vez ficava mais visível que tornaria-se alcóolatra se não atingisse sua meta.
[Whiskys, conhaques, tequilas... Pilhas de nervos]

Estava prestes a berrar pelas ruas.
[Quem sabe alguém conhecesse o nome]
O provavél era o oposto.

[Ela era o ninguém com vida]

Bianca Maegi

[Whisper] - Pegadas na areia

Ontem ela conversou com Carlos.
[Ex-colega de classe]
Mas ele não tinha muito para dizer.
[Ninguém tinha]

Chegou no seu apartamento,
Encheu o organismo de whisky.
[Álcool tirava a tensão]

Perseguir estava complicado,
Como seguir aquele que não deixa rastros?
[Bem que as sombras podiam ter cheiro]

Adormeceu ali mesmo,
Sentada na poltrona.
[Torcendo para não acordar]
Mas seu azar era o amanhecer.

Com uma dor de cabeça insuportável,
Tratou de vestir o traje de detetive.
[Mas arrependeu-se do cargo que escolhera]
Aquelas pegadas há muito passaram pela areia.

[E as ondas do oceano trataram de apaga-las]

Bianca Maegi

[Whisper]

Ela foi o bebê que suavemente chorou ao nascer.
E cresceu na comodidade luxuosa.
[Não foi esnobe]

Ela não tinha sonhos adolescentes como uma qualquer.
Não gostava de príncipes. [Mas não beijaria sapos]
Não queria bailes. [Mas dançava em seu quarto]

Seu mundo resumia-se no seu diário.
Mas o mundo mudou quando a moça cresceu.
Mulheres não trancam segredos em diários, preferem compartilhar com as melhores amigas.

[Mas ela não tinha amigas...]

E partiu rumo ao desconhecido.
Distante dos luxuosos sofás de couro,
Longe das televisões de plasma.
Foi cursar a profissão do seu Karma.
[Que no próprio Karma silenciou]

O diário? Queimou.
Seu mundo afundou.
[E foi bagunçar o que era real]

Deixou de ter endereço...

Bianca Maegi

[Gladiador] - O Cair da Noite

[Abençoado]
Os homens tem inveja dos abençoados.
Os senhores perseguem abençoados.
[Justamente por um deles querer ser]

E na guerra sobrevivem os melhores gladiadores.
Aqueles que não precisam das armas,
Mas só sua palavra basta.
[Palavras conquistam o subconsciente]

Mas gladiador merece descanso.
E nosso gladiador descansa no colo do sol.
Amavam-se por inteiro.
E amaram-se pela manhã.

E no meio dia o sol brilha lá fora.
[E com suas palavras ele saiu para lutar]
Sempre bem sucedido.
[Abençoado]

Seu esquadrão aumentava.
Pelos direitos... Direitos negados.
E pelo direito ganhava.
[Os poderosos assustava]

No cair da noite,
Abraçou o sol.
Beijou longamente o sol.
[Despedida inconsciente]

Na noite acordam os pecadores.
[Invejosos e desgraçados]
E na noite gladiador não luta.
[Gladiador dorme]

Na noite... Com maus espectros, o gladiador morre.

Como lembrança, as lágrimas do sol que tão tristes apagaram seus raios.
[E no ventre do sol... O novos raios que pelo amor foram acendidos]

Bernardo Siqueira Guerra - 05/02/2011 até ??/??/????

[Que abençõe seu filho e ilumine seu sol]
[No céu seja Zeus]

Bianca Maegi

[Gladiador] - Guerra

[Protesto]
Gesto de humano em sã consciência.
E ele o fez com honra por toda sua vida.
E conquistou seguidores que valiam mais do que qualquer glória.
[Humildade]

Se o mundo quer guerra... [Ele vai ter]

Toda manhã por seu raio de sol era abençoado.
Toda noite adormecia com o sol.
Tanto o amou, tanto o quis.
[Nunca o quis perder]

E brilhou!
Iluminou o rumo de vários.
[Arruinou a desgraça de outros]
Errou vezes então...
[E qual humano não erra?]

Mas foi aclamado.
[E cada filete de luz adentrou seus pacientes]

Insatisfez os poderosos.
[Mas curou a doença de uma nação]

Bianca Maegi

[Gladiador] - Quando Homens Sabem do Amor

[Brisa...]
Os ventos da manhã sopravam música para o rapaz.
Rapaz apaixonado.
[Perdidamente...]

Finalmente encontrara alguém que lutava pelos mesmos ideais.
Quem lhe afirmava a postura de herói.
Seu anjo. [Exclusivamente]

E sentia-se homem de sorte.
[Enquanto vários perderam-se no azar]
E era este alguém que lhe acordava,
Nos dias de dor. [Amor]
Nos dias de doentia. [Cura]
Nos dias e dias. [O seguia]

Ele estava completo.
Com voz de Apolo,
Braços de Poseidon,
De seu corpo mostrava-se Zeus.
E todo deus quer ser amado por algum especial.

[Por isso que seu amor era o primeiro Raio de Sol]

Bianca Maegi

[Gladiador]

[Destemidamente enclausurado]
Era assim que sentia-se.
Num mundo tão podre pisava e cuspia.
[Desgosto]

Queria amor,
Queria paz,
Queria luta.
E que toda luta fosse pelos direitos.
[Direitos negados pelos desgraçados que subiam no cargo]

Cresceu em chão de terra. [Antes fosse asfaltado]
Estudou no meio de desavenças. [Estudou pelo estado, no estado]
Vivenciou violência. [Por isso não é violento]
Amadureceu na doença de viver com doentes.

[O mundo é DOENTE]

Ele não queria seu caminho.
[Queria dar rumo para todos]

Bianca Maegi

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

[Os rastros de B.M.] - Bianca Maegi

"Pas plus de chanter pour les démons? Mais à qui dois-je chanter?...♫"
[Cante para si]

E nenhum demônio ousou travar batalha com a voz daquele ser.
Em silêncio foram embora,
Deixando assuntos por fazer.
[Concilia teu corpo no meu e que meu espírito tu não devores]

"Eu sou o anjo de alguns...♫"
Cantava e seu corpo aproximava daquele ser desincorporado.
[Eu sou seu anjo]

" E eu sou o demônio do outro...♫"
[Você foi seu único demônio]

"E o frio me leva ao redor do mundo. Levando com ele a glória e o sangue em minhas linhas perdidas ... ♫"
[Em meu corpo tu és quente, por sua glória e sangue lutarei. Teus versos não mais perdidos, prometo rimas que irão além]

"Mas eu sou o diabo em outros. Eu não posso negar ... ♫"
[Você é o seu demônio e ninguém por ele se encantará]

"Relaxe no céu. Agora que pecou no chão do meu prazer ...♫"
[Relaxe em terra e deixe o erro partir]
"Os demônios me atormentam ao longo do caminho que eu queria fazer, mas os anjos vêm e tornam-me limpo. [Os anjos eu quero engolir]... ♫"
[O teu caminho é comigo e com os anjos que tu nunca engoliu]


"Perdoe-me, perdoe-me. Hoje, eu preciso matar! Matar a fome dos anjos. E os demônios que eu preciso encontrar ...♫"
[Eu perdoei, mas tu deves matar cada demônio que pretendia encontrar]

"Agora posso me libertar. Agora eu posso desprezar! Todo anjo safado que me assustou ...♫"
[Comigo estará liberta e desprezará cada demônio. E os anjos que tu safada assustou, virão procurar por ti]

Uniram-se enfim.
Terminaram sua canção.
E como num fetiche de atração,
Entregaram-se por inteiro.
[Numa só alma]

... E que descanse em paz.


B.M. - ??/??/???? até 01/01/2011.


Bianca Maegi

[Os rastros de B.M.] - Bianca. M.

"Pardonne-moi, pardonne-moi. Aujourd'hui, j'ai besoin de tuer! Tuez la faim des' anges. Et les démons j'ai besoin trouver ...♫"

Inferno! Inferno!
Conspirações ao ar...
Atingindo sua meta,
Com eles foi se encontrar!
[Como se nunca os tivesse encontrado]

Salvem-na! Salvem-na!
Com ela está um grande horror!
Sua vida de humana
Tornou-se despudor.
[Desgraçada]

Viva! Viva!
Daremos um brinde,
Mais uma vida aqui se restringe!
[Desperte]

Ela dançava no fogo ardente,
Ela cantava com ilusão.
"Maintenant, je peux me libérer. Maintenant, je peux mépriser! Chaque bâtard ange qui m'a fait peur...♫"
[Anjos me despertem]

'La, la, la, la...♫"
E ela ardia em chamas.

"La, la, la ,la...♫"
Ela se auto-destruia.

"La, la... huh?"
[Que diabos pensa em virar?]
[Não vão levar você!]
[Não vão levar a vida que resta para mim!]

Bianca Maegi